domingo, 4 de outubro de 2009

Dreams


Toda noite eu sonho. Às vezes umas coisas confusas, mas as vezes são tão reais! Viro pro lado e pergunto pro Eder, mas ele nunca sonha ou, quem sabe, não queira me contar. Sonhos podem ser os segredos mais invioláveis... Freud chegou a dizer que são tão somente a realização de desejos, “disfarçados ou não, satisfeitos em pleno campo psíquico”, será??

Esta noite o meu sonho foi hilário: sonhei que minha mãe estava grávida, aos 50 anos e que deu à luz a um gurizinho de olhos bem azuis, como os dela. Aí ela disse que como eu só tinha a Ana, podia ficar com o bebê pra mim... Eu lembro de ter ficado impressionada de ver minha mãe com um bebê, aquela altura! Não devia, porque quem conhece a Dona Nena, acreditaria, até nessa possibilidade.

Bem, não sei se o meu sonho foi um “desejo disfarçado” de ter outro bebê, ou se foi a “convicção disfarçada” que eu tenho do quanto minha mãe é especial. De qualquer maneira, penso que seja necessário registrar esta minha impressão sobre ela...

Minha mãe é uma das pessoas mais dispostas que já conheci. Não disposta a fazer programas diferentes, aventuras radicais, essas coisas... Mas ela tem disposição para fazer coisas muito mais complicadas, como acordar de manhã e encarar a rotina. Está sempre criando coisas, produzindo... e quando não sabe bem por onde começar, coloca uma chaleira de água para esquentar. Pra que? Ah, nem ela sabe explicar, faz um chimarrão ou então, esquece a água fervendo por alguns instantes... mas a partir daí, tudo fica mais claro!

Minha filha desabafou esses dias: “Mãe, acho que gosto mais da vó Nena do que de você; não tem problema, tem?” Não, acho que não tem problema... Poder conviver com os avós é uma coisa maravilhosa, quanto mais, uma avó como ela! Quisera eu poder ter “aproveitado” tanto a minha mãe quanto a minha filha aproveita! Os tempos eram outros quando eu tinha 10 anos, ela trabalhava fora, não convivíamos tanto... Pensando bem, de certa forma, meu sonho ocorreu às avessas: eu tive uma filha aos 23 anos e minha mãe foi um pouco mãe dela também, então, fui eu quem “emprestou” meu bebê pra ela! E não poderia ter colocado em melhores mãos...

Dona Nena fez muito mais do que me “dar a vida”, me ensinou a levá-la, o que é muito mais complicado... Ainda tenho muito a aprender com ela, mas tem uma coisa que me pego fazendo às vezes, quando estou meio desorientada, e rio, pensando nela: coloco uma chaleira de água pra esquentar!


Foto: minha mãe e meu irmão, felizes... vivendo a vida...

3 comentários:

Francisco disse...

Bem lembrado carine, lendo isso parecia que eu tava vendo a mãe colocando uma água pra ferver...coisas dela! Saudades...Beijos!

Rachel Kleinubing disse...

Hummm, memórias...Parece que estou vendo aqui a "Tia Clair", sempre alegre, sempre brincalhona, colocando a chaleira pra aquecer. Obrigada Clair, por todo carinho quando éramos todas filhas.

Juca disse...

Ela me contou agorinha, que ontem ela deixou a chaleira secar!!!É porque ela já estava com novas idéias pulsando. he,he,he!!!