sábado, 22 de agosto de 2009

Somos heróis


Dedicado ao meu pai (herói)

Na adolescência, minha heroina preferida era Anita. Não por acaso, chamei minha filha assim... Ana, Aninha, não chamei de “Anita” porque, afinal de contas, de heranças de outros mundos ela já estava bem servida! Bem dizia o avô: “Essa menina devia se chamar Nações Unidas!!” Falava assim porque Ana tem ascendência italiana, espanhola, alemã, ucraniana, portuguesa e francesa (que eu me lembre...)! Ufa! Não foi nada fácil fazer uma filha tão brasileira!!
Mas, voltando à Anita, aquela do Guiusepe, a que era minha heroína, bem, esta também era chamada “de dois mundos” e, a semelhança da Ana minha, também foi uma menina levada!!

Não sei por que me lembrei da Anita hoje e também não sei por que durante algum tempo admirei tanto esta personagem. Decerto, porque eu nasci e cresci por estas bandas, onde a Ana Maria peleava na Revolução Farroupilha, feliz, ao lado do seu José. Certamente, posso afirmar, não havia outra mínima semelhança! Acho que admiramos tudo aquilo que falta em nós, e eu sempre pensei que me falta este espírito aventureiro... sou meio sossegada... e também carece um pouco de ousadia, que até meu pai uma vez me aconselhou: “na dúvida, faça!” e também me deu um livro que sugeria algo como “meninas boazinhas vão para o céu, as más... vão para onde querem!”
Meu pai, antes das duas Anitas, foi ele o meu prmeiro herói. Seguindo seu conselho, acho até que tive alguns êxitos, mas também fiz algumas bobagens e, ah!! Também peleio ao lado de um José, agora (José é o segundo nome e ele também é “gringo”, como dizem por aqui).

Ainda falando sobre coincidências (ou não), a minha corajosa Anita vai pra onde ela quer e, preferencialmente, de maneira bastante aventureira!! A minha (gosto de dizer que é minha, porque me sinto um pouquinho ela) também é "heroína de dois mundos": um deles é pura fantasia e o outro, o mundo real da Ana, nem sempre foi muito cordial com ela. Neste mundo, um dia ela me encontrou e, pasmem, sabem quem sou eu no mundo de verdade da Ana? Muito prazer, sou a heroina, quem diria??!!

Comecei a re-conhecer o mundinho de faz de conta onde vive a Ana e agora me re-conheço nela, porque, afinal, em algum momento nós somos heróis, sem nem mesmo precisar ser Ana, Aninha, Anita!

Foto: Meu herói com Ana pequena = Anita!

4 comentários:

NOTE disse...

"Ufa! Não foi nada fácil fazer uma filha tão brasileira!!" Imaginei por alguns segundos vc viajando pelos continentes e coletando pedaços de DNA de diverças raças pra "fazer" a Ana... X-man!

A Aninha é Anita mesmo, nos surpreendemos com ela no Beto Carrero, sem medo de nada, encarou todas e mais um pouco, até o fim! Não é Anita mas é Guerreira!

Rachel Kleinubing disse...

Você me levou à lágrimas com esse texto, amiga. Não sei se por ser tão familiar toda essa história - lembro que você achava o máximo a Anta Garibaldi - ou por ver como você se conectou com o mundo da Ana, e com que respeito!

juca disse...

Seria o Guiseppe da nossa "Anita", o meu Bruno?! Seria também uma coincidência eu adorar as duas heroinas?!Salve, salve todas as Anitas, Aninhas e ANAS!!!!!!!!!!!!!

Déia disse...

Eu tmb tenho uma ANA!!! E sem discução a sua descrição é perfeita... Acho q é a força do nome.